Como é ser uma mulher com ejaculação/squirt

O testemunho de uma leitora que sabe bem o que é ter ejaculação/squirt  e não saber bem como lidar com a situação!

“A primeira vez que aconteceu, o meu namorado João e eu tínhamos estado a “brincar” no banco do pendura do seu carro dos anos 80. Imaginem tampões a fingir de jantes, vidros escuros “aplicados” a olho, e dois adolescentes a tentar entusiasticamente atingir o clímax.

 

Ejaculação/ Squirt

ejaculação/ squirt

 

Depois de terminar, olhamos para baixo e verificamos que o banco estava todo molhado debaixo de mim. Mesmo muito molhado. Encharcado como se eu tivesse entornado a Coca-Cola dele.

Desde essa iniciação um pouco constrangedora, ser “esguichadora” ou seja consigo ter ejaculação/squirt  é título que tenho vindo a encarar com orgulho. Mas na altura estava aterrorizada. Pensava que tinha urinado no banco.

Isto foi antes de haver Google, em 1996. Na altura não havia Educação Sexual nas escolas, e o facto de termos assumido o valor mítico da virgindade acabou por ter o efeito “indesejado” de encorajar a experimentação criativa. Sexo oral não fazia mal. Meter uns dedos. Basicamente, tudo menos s-e-x-o. Quando atingi os 16 anos, tornar-me-ia uma daquelas raparigas que já tinha tido sexo anal e continuava a considerar-se virgem.

Toda esta experimentação começou dois anos antes com um rapaz chamado Miguel. Pensei que gostasse do gosto da boca de um rapaz mais velho, cigarros, metal, e Listerine. Na tarde do nosso primeiro “encontro”, o Miguel tinha acabado de fazer um piercing na língua. Ele não devia andar aos beijos, mas fizemo-lo na mesma, dentro do carro dele no parque de estacionamento. Era sensual e excitante ser apreciada por alguém mais “sofisticado,” os 16 anos dele comparado com os meus 14. Ele deve gostar mesmo de mim, pensei eu, para estar a usar o seu piercing novo antes de a língua estar bem sarada.

Durante dias ou semanas ou meses – Não sei, parece que o tempo para quando se é adolescente e alguém te dá prazer com os dedos – o Miguel ia-me buscar à tarde, depois de sair do trabalho, e levava-me para a casa dele. Enquanto os seus avós estavam fora, curtíamos no sofá. Eu despia-me e beijávamos. Às vezes tocava-lhe através da sua roupa. Quando o fazia, ele parecia enorme lá por baixo, cheio e insistente, e eu ficava aterrorizada – “envergonhada de pila”, os rapazes costumavam dizer.

 

Como o Miguel era dois anos mais velho, confiava nele. Sentia-me cada vez mais confortável, deitada nua ao pé dele. Ele beijava-me em todo o lado e não esperava nada de volta. Falávamos pouco e íamos directos ao assunto. Ele tocava-me, era gentil no início. Fiquei surpreendida ao aprender as respostas do meu corpo. Era como se ele soubesse exactamente o que tinha de fazer. Devagar ou depressa, ele penetrava-me com os dedos, gentil, e depois mais duro.

Uma tarde, enquanto fazíamos isto, a sala começou a girar. O dia normal parece que explodiu e, num momento perfeito, estava tudo centrado no meu corpo. Enquanto acontecia, o Miguel disse-me que estava a ter um orgasmo.

Ejacular com o João era diferente do que os meus orgasmos anteriores. Em ambos os casos, antes de me vir, havia uma sensação de urgência. Mas em vez de puxar para dentro, esguichar, ejaculação/squirt  parecia que estava a ser tudo empurrado para fora.

Inacreditavelmente, foi só aos 30 anos que eu me masturbei pela primeira vez – não para uma audiência, mas sozinha, vi realmente o que era a ejaculação/squirt. Com a minha mão e um vibrador, aprendi a fazer-me esguichar, ejaculação/squirt: não para impressionar um homem, mas simplesmente para me satisfazer. Aprendi que não precisava que me dissessem o que estava a acontecer, principalmente um tipo qualquer.

Quando o fiz, fez-me lembrar de uma tarde quando eu e o João entramos numa casa que estava em construção. Abrigados do sol do Verão, e um pouco parecido com uma igreja – ali, entre a parede falsa acabada de construir e a carpete nova, deixamos marcas em todo o lado. Como os animais que éramos”.

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